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Jornal chinês chama Bolsonaro de “Trump tropical”

Postado: 31/10/2018 - Categoria: Notícias - Comentários: 0 comentáio - 106 views

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“Global Times” publica editorial sobre relações do novo governo brasileiro com o país

 

O “Global Times”, diário chinês considerado um porta-voz informal das perspectivas do governo de Pequim sobre política externa, publicou um editorial sobre as relações entre o Brasil e a China no futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. A publicação afirma que, embora a imagem da China tenha sido “injustamente depreciada” pelo político do PSL, “é inconcebível que o novo governo de Bolsonaro vá abrir mão do mercado chinês”.

 

“A cooperação entre China-Brasil é totalmente recíproca. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, e o maior superávit comercial do Brasil foi registrado com a China. Em 2017, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 20 bilhões com a China, que também é o maior comprador de soja e de minerais brasileiros”, escreveu a publicação.

 

O jornal, que chama Bolsonaro de o “Trump tropical”, afirma que as políticas do novo presidente relacionadas à China “chamaram atenção porque ele visitou Taiwan na campanha e acusou a China de ‘comprar o Brasil'”. O jornal pondera que, apesar disso, “na parte final de sua campanha, Bolsonaro mudou o tom em relação à China” e afirmou que “fará negócios com todos os países, e a China é um parceiro excepcional”.

 

O Brasil, como a maioria dos países, mantém relações apenas com a China e não com Taiwan, que a China considera uma província rebelde. Em março, Bolsonaro visitou Taiwan como parte de uma viagem pela Ásia que incluiu Coreia do Sul e Japão, mas não a China. Na época, a embaixada chinesa no Brasil publicou uma carta na qual manifestou “profunda preocupação e indignação”.

 

O país é o maior parceiro comercial do Brasil, destino de cerca de 25% das exportações brasileiras e um dos maiores investidores estrangeiros, sobretudo em agronegócio, energia e mineração.

 

Desde então, a retórica de Bolsonaro e seus aliados se moderou. Em entrevista, em outubro, o general da reserva do Exército Augusto Heleno, cotado para o Ministério da Defesa, afirmou que o governo pretende “manter essa relação comercial com a China, até pela grandiosidade do país no mercado mundial. O que a gente não pode é vender o Brasil para a China”.

 

No artigo do “Global Times”, diz-se que a “a maioria dos analistas acredita que é impensável que o novo governo brasileiro vá substituir o comércio com a China por comércio com os EUA“. O texto afirma que “manter boas relações com a China ajuda o Brasil a negociar com os EUA e a conseguir mais atenção de Washington”.

 

Segundo o “Global Times”, Bolsonaro “precisará de algum tempo para se acostumar à política externa“, e deve saber que relações com Taiwan “não trarão mais benefícios ao Brasil”. Antes disso, afirma, “se ele continuar a desconsiderar o princípio básico sobre Taiwan depois de assumir o cargo, isso terá um alto custo para o Brasil”.

 

DN



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