A gente tem certeza que tem muito dinheiro escondido’, diz procurador, sobre esquema de Cabral

Impacto
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O Ministério Público Federal (MPF) no Rio afirma que ainda investiga no exterior onde o ex-governador Sérgio Cabral pode ter depositado dinheiro. Para os procuradores da Força-tarefa da Lava Jato, no Rio, ainda há valores escondidos em outros países.

 

“Não temos um precedente como este na história do Brasil. A gente tem certeza de que tem muito dinheiro escondido. O que está claro é que a regra do jogo era de que o ex-governador ganhava 5% por cada obra”, afirmou o procurador da República José Augusto Vagos. “As fraudes vão muito além”, afirma.

 

Nesta terça-feira (21) foram devolvidos R$ 250 milhões aos cofres do Estado do Rio. Todos os valores repatriados de contas ligadas ao esquema que segundo o MPF era comandado pelo ex-governador Cabral no exterior. Na conta da Justiça Federal no Rio, referente a este processo, ainda há mais R$ 150 milhões.

 

De acordo com o procurador Eduardo El Hage enquanto era deputado estadual, Sergio Cabral juntou R$ 2 milhões. A partir do momento em que assumiu o Senado, de 2002 a 2006, Cabral chega a ter em conta R$ 6 milhões. A partir de 2007 até 2015, o ex-governador atinge R$ 102 milhões em suas contas, segundo o MPF.

 

Diamantes e joias

O procurador Leonardo de Freitas falou sobre a importância das delações para a apreensão e repatriamento do dinheiro.

 

“Sem essas delações, não teríamos chegado a um décimo deste valor”, comentou Freitas, coordenador da Força-tarefa no Rio.

 

Deste total repatriado, falta ainda devolver verbas referentes às obras federais. As investigações mostram que houve desvios no PAC das favelas e reforma do Maracanã. Os valores ainda não foram definidos.

 

O MPF busca ainda a repatriação de joias e diamantes adquiridos pelo ex-governador no exterior. Já se descobriu que foram adquiridos cerca de 1,2 milhão de euros em jóias e pouco mais de US$ 1 milhão em diamantes.

 

Segundo o MPF, dos valores já encontrados em contas, 80 milhões de dólares pertenceriam a Cabral, R$ 15 milhões a Wilson Carlos e R$ 7 milhões a Carlos Miranda. Os três foram presos em novembro, durante a Operação Calicute.

 

G1

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