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Colunas cedem, prédio inclina e 16 famílias são retiradas de apartamentos

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Além dos moradores do prédio, 12 casas vizinhas foram evacuadas

 

Um prédio de quatro pavimentos inclinou cerca de 15 graus na tarde deste sábado, 1°, no bairro Maraponga, em Fortaleza. De acordo com o tenente Romário Fernandes, do Corpo de Bombeiro (CBM), houve a ruptura parcial das colunas de sustentação da estrutura. Ao todo, 16 unidades residenciais foram evacuadas para as inspeções no local. Não há feridos. Além dos moradores do prédio, doze casas vizinhas a estrutura foram evacuadas.

 

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e duas viaturas do Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência.

 

Veja vídeo do momento em que estrutura do prédio cede: 

 

 

Enfermeiro e morador do edifício, Jarbas Torres, 38, afirmou que há duas semanas o alicerce cedeu e o proprietário chamou um pedreiro, que constatou um vazamento na base do prédio. De acordo com ele, rachaduras começaram a aparecer e a Defesa Civil foi acionada. “O proprietário contratou dois engenheiros que avaliaram e disseram que o risco era médio, que ninguém corria risco de perder a vida. Não acreditamos nisso porque ninguém viu como estava lá embaixo”, relata.

 

Amauri Melo, agente da Defesa Civil, preparou um laudo técnico na quinta-feira, 30, informando sobre a necessidade de fazer avaliação da estrutura do prédio depois de ir pela segunda vez em menos de 15 dias no edifício. “Não foi rachaduras do pilares, O problema era embaixo, no solo. Diante de tudo isso, eu orientei ao solicitante para chamar a imobiliária e o proprietário do prédio para que pudessem fazer uma avaliação com o engenheiro”. De acordo com Amauri, foi informado que o prédio precisava de cuidados imediatos, pois havia uma inclinação no edifício.

 

Ao O POVO Online, Amauri detalhou ter feito a medição dos cinco pilares alinhados. Segundo ele, percebeu-se o declive de uma das colunas e uma abertura no final do muro de 1,5 centímetros. “Percebemos que em cada base do pilar houve uma remoção. Foi colocado argamassa para uma suposta irregularidade da fundação”, explica o agente.

 

Dois grupos da Defesa Civil do Município também estão no local e interditaram o prédio devido ao risco de desabamento. “As famílias estão sendo apoiadas pela Defesa Civil com transporte para ir para casa de familiares ou amigos, elas não vão poder ficar lá”, informa o órgão.  Também entrega material básico aos prejudicado, como cestas básicas, redes, colchonetes e mantas. À noite, mais equipes devem chegar ao local para dar suporte no translado dos atingidos.

 

Este é pelo menos o terceiro desabamento registrado na Capital nas últimas 48 horas. Nessa sexta-feira, 31, pelo menos dois prédios ruíram. O primeiro ocorreu bairro Monte Castelo, a laje da estrutura caiu e o prédio foi interditado pela Defesa Civil. O segundo aconteceu na Grande Messejana, a queda de um muro matou uma mulher e deixou uma criança feria.

 

Com informações da repórter Ana Rute Ramires

 

 

O POVO

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