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Confira como votaram os parlamentares cearenses na sessão que adiou as eleições municipais

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Grande maioria dos deputados cearenses foi favorável à mudança da data

Na votação de ontem (1º) na Câmara, a grande maioria dos parlamentares cearenses se posicionou de forma favorável ao adiamento das eleições de outubro para novembro. Dos 22 deputados, 19 votaram a favor da matéria, dois contrários e apenas um não participou da votação.

Favorável à medida, o deputado André Figueiredo (PDT), líder da oposição ao Governo Bolsonaro na Casa, disse que a PEC segue as orientações das autoridades de saúde diante de um cenário sanitário ainda crítico.

“A oposição saúda o Parlamento pela responsabilidade em aprovar uma mudança que é recomendada por quem estuda e conhece a saúde pública”. Para o deputado Danilo Forte (PSDB), que assumiu a vaga do deputado Roberto Pessoa (PSDB), que está de licença, a PEC assegura a realização de campanhas com menos riscos à população e aos postulantes. “Essa PEC nos dá segurança, do ponto de vista sanitário. Só para você ter ideia, Canindé, há cerca de uma semana, tinha 19 óbitos por causa da Covid-19. Hoje, esse número já chega a 50”, justificou ao votar favorável ao adiamento do pleito.

Já o deputado Eduardo Bismarck (PDT) citou que, para dar mais segurança ao pleito, os parlamentares decidiram remover um ponto do texto para que o Congresso possa mudar, por meio de decreto, as datas previstas caso o município ainda esteja com um alto índice de incidência. Para ele, o problema não está somente no dia da eleição, mas também na campanha.

“O problema maior não é nem o dia da eleição. É a campanha em si, porque você tem que ir de porta em porta”. Um dos únicos a votar contra a matéria, Dr. Jaziel (PL) disse que seu voto acompanhou a orientação da bancada de seu partido. “A pedido deles, eu segui o voto. Acho que se fosse para adiar, teria que ser por mais tempo”, justificou, acrescentando que anteriormente, em enquete realizada pelo Diário do Nordeste, se posicionou de forma favorável por acreditar que o pleito seria adiado por mais tempo, e “não só por 45 dias”. Júnior Mano, que também votou contra, não respondeu.

DN

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