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Delegada diz não ter dúvidas de que assassino de Jhonny agiu sozinho

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image 2Socorro Portela defendeu apuração da Polícia e reiterou que Renílson Garcia brigou e matou modelo após festa.

 

Responsável pelo inquérito sobre a morte do modelo Jhonny Moura, 22 anos, que aponta o agente penitenciário Renílson Garcia Araújo Lima, 27, como autor do homicídio, a delegada Socorro Portela rebateu ontem as informações prestadas por uma das testemunhas do homicídio, que contrariam a apuração feita pela Polícia Civil.

 

Em entrevista ao O POVO, a titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) reiterou que Renílson é, sim, a pessoa que brigou com Jhonny, durante a festa, e que atirou no modelo, já no estacionamento do evento. Para tanto, ela diz tomar como base aquilo que a investigação da DHPP revelou.
“O que nós temos é um jovem de 27 anos preso, que diz que estava só na hora do crime, que confessa que matou, que está ferido na boca e que apresentou a arma do crime. Não tenho dúvidas sobre isso. Mas, estão querendo desqualificar a confissão desse rapaz. O porquê eu não sei. Devem estar estranhando porque a prisão foi rápida. Tivesse demorado, talvez não houvesse esse estranhamento”, afirmou Socorro.

 
Conforme O POVO publicou ontem, uma jovem que testemunhou a briga e homicídio, e pediu para ter a identidade preservada, afirma ter que Renílson é o autor do disparo, mas tem certeza de que não foi o alvo do soco desferido por Jhonny durante a festa, ocorrida no bairro Dunas.

 
“Quem fez o disparo, eu não tenho dúvida, até porque saí correndo atrás dele, foi o Nil (Renílson). Mas, na briga lá dentro, o Nil estava próximo de um rapaz alto, branco, de barba rala e foi esse rapaz quem levou o soco na briga”, disse a testemunha.

 
A jovem diz ter afirmado o mesmo em depoimento à Polícia, o que foi confirmado pela delegada. Socorro defende, entretanto, que o restante dos depoimentos aponta para o contrário, além das provas colhidas. “Não é apenas um depoimento que, sozinho, se torna frágil, que provará o contrário. Temos outras testemunhas oculares que comprovam o que a investigação concluiu. Não é só um detalhe, é um conjunto de coisas. Ela estava lá, mas havia também outras pessoas”, pontuou.

 
Advogado

 

Diante da repercussão das contradições apresentadas, o advogado de Renílson, Delano Cruz, procurou O POVO Online, no início da tarde de ontem, para reafirmar que seu cliente seria, sim, o autor do homicídio e a pessoa que brigou com o modelo. Ele chegou a encaminhar o texto do depoimento prestado à Polícia, em que o agente confessa o crime. E enviou fotos em que o suspeito aparece com os lábios feridos por causa do soco que teria levado do modelo.
 

Nas redes sociais, a reação foi de estranhamento, já que Delano estaria apresentando provas contra o próprio cliente. A delegada, porém, tem interpretação diferente. “É normal que ele faça isso. O que o advogado quer mostrar é que o cliente não recebeu dinheiro para matar ninguém, como suspeitam. Que não houve mandante. Isso não melhoraria a situação dele. Quando ele manda a foto, está justificando que o Renílson matou porque foi agredido”, afirmou.

 
O advogado informou que solicitará hoje a liberdade provisória de Renílson, já que o agente é réu primário e tem endereço fixo, dentre outros argumentos.

 

Conflito de versões

 

Arma.

 

Versão do suspeito: Em depoimento, Renílson afirmou que estava com a arma no momento da briga, pois teria passado por “revista superficial” de seguranças, que não notaram a pistola.

 
Versão da organização: Em nota, enfatizou que “ninguém ingressou armado no evento” e que a versão apresentada deve ser estratégia da defesa, para afastar a hipótese de que Renílson foi até o carro buscar a arma com intenção de lesionar alguém.

 
Roupa.

Antes: A Polícia havia afirmado que o homem que brigou com Jhonny durante a festa usava blusa de cor laranja. E quem baleou o modelo estaria sem camisa, com a roupa amarrada na mão.

 

Agora: Em depoimento, o próprio Renílson afirmou que, no momento do disparo, estava vestido e que só tirou a blusa depois, para esconder a arma, durante a fuga.

 

Informações: O Povo

 

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