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Deputado cearense recebeu propina para derrubar Dilma, mas enganou Eduardo Cunha

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Aníbal Gomes nega ter se beneficiado com o recebimento de qualquer recurso ilegal, tanto que não compareceu à votação do impeachment

 

operador financeiro Lúcio Funaro afirmou em sua delação premiada à Procuradoria-Geral da República que repassou R$ 1 milhão para o ex-deputado Eduardo Cunha “comprar” votos a favor do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.

 

O delator deu como exemplo de deputado “comprado” o cearense Aníbal Gomes(PMDB-CE), que acabou faltando à sessão de votação do impeachment. Os trechos do depoimento foram publicados com exclusividade pela Folha de S. Paulo.

 

“Tem um caso até hilário, mas um dos deputados que ele (Cunha) comprou e pagou antecipado, pelo que ele me disse, foi o Aníbal Gomes. Ele disse que tinha pago para o Anibal Gomes R$ 200 mil para o Anibal Gomes votar favorável ao impeachment. O que aconteceu? O Anibal Gomes não veio no dia da votação, faltou”, afirmou Funaro. “Aí ele (Cunha) ficou louco (…). O cara deu a volta nele”, disse o delator.

 

Procurado pela Folha, Aníbal Gomes afirmou que as declarações de Funaro são “uma mentira deslavada”. O deputado disse que não conhece o operador e que “nunca recebeu dinheiro de Eduardo Cunha”. Aníbal afirmou que faltou na votação do impeachment porque estava em São Paulo, “operado da coluna”.

 

 

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