Educação infantil: na contramão do Brasil, Ceará tem aumento de 3% nas matrículas da rede pública

Impacto
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Dados do Censo Escolar 2021 mostram que houve uma queda de 7,3%, entre 2019 e 2021, das matrículas na educação infantil no País

Em 2021, o Ceará registrou um aumento de 3% nas matrículas do ensino infantil nas redes escolares estaduais e municipais em relação ao número registrado em 2020. Os dados são do Censo Escolar 2021, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Ao todo, 325.466 mil matrículas foram realizadas em 2021, enquanto, no ano passado, foram 315.388 mil registradas. O número também vai na contramão dos dados gerais, que consideram períodos antes da pandemia. Apesar do crescimento das matrículas—em escolas públicas e privadas—na educação infantil até o ano de 2019 (aumentou 5,5% de 2017 a 2019), houve uma queda de 7,3% entre 2019 e 2021. 

Segundo o Inep, essa redução foi ocasionada principalmente pela rede privada, que teve queda de 17,8% no último ano (decréscimo de 15,8% na creche e de 19,8% na pré-escola), enquanto a rede pública apresentou pequena redução de 1,5% (queda de 1,8% na creche e de 1,3% na pré-escola).

Número de matrículas em Fortaleza aumentou em 4%

Na Capital Cearense, também houve um aumento no número de matrículas da educação infantil nas escolas municipais. Em 2020, 51.540 matrículas foram realizadas; em 2021, o número passou a ser de 53.837 (um aumento de cerca de 4%).


Por quase uma década, Fortaleza passou por um período de decréscimo de matrículas. Conforme a secretária da educação da Capital cearense, Dalila Saldanha, foi criado um plano voltado para investimentos na área e, dentre os objetivos, estava a melhoria do parque escolar como um todo, a formação dos profissionais e a recuperação da credibilidade.


Dentre as ações que a Secretária associa ao aumento das matrículas, estão:

  • A seleção para diretores, antes realizada apenas por indicação;
  • Criação de novas creches;
  • Melhoria dos materiais didáticos;
  • Implementação de ferramentas que auxiliam avaliação e propostas de intervenção.


“Na educação infantil, além de todo esse processo de investimentos, tem sido um foco da gestão municipal a ampliação do número de creches. Tudo isso fez com que, ao longo dos últimos quase dez anos, Fortaleza dobrasse o número de matrículas em creches e isso certamente estimulou a universalização da pré-escola”, diz a titular da SME.


Em 2021, 11 centros de educação infantil foram inaugurados em Fortaleza. Foram mais de 2 mil novas vagas criadas. “Foi uma decisão de prioridade investir na primeira infância, porque é na educação infantil que iniciamos um processo de construção do ser humano e, cuidando dessa etapa, as outras fases se desenvolvem dentro das perspectivas esperadas para cada idade”, destacou Dalila.


Conforme os dados do Inep, Fortaleza também reduziu o abandono escolar e, pelo segundo ano consecutivo com a ocorrência da pandemia de Covid-19, atingiu 0,1% de abandono.


Além do crescimento dos números de matrícula na educação infantil, os números municipais têm evoluído na educação em tempo integral. São 27 escola e, em 2021, foram mais de 129 mil matrículas realizadas, números que fazem de Fortaleza a terceira maior capital em oferta da modalidade de ensino e a maior em expansão de matrícula.

O povo

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