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Especialistas falam sobre eleição de 2014

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2013 será realmente um ano de articulação e acomodações políticas, visando, sobretudo, a eleição para Presidência da República. O roteiro permanece presumível, mas não certo. Sem eleição, os partidos acirram a luta para conquistar ou manter espaços na política brasileira. O que antes parecia uma tranquila reeleição de Dilma Rousseff. Aécio Neves, provável candidato do PSDB, como opositor. Agora, a postulação promete suspense. A dúvida é se haverá novamente a dobradinha PT/PMDB, ou PT/PSB – neste caso, a indicação seria o governador de Pernambuco e também presidente nacional do PSB, Eduardo Campos.

O cientista político da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer, acredita que, atualmente, o único adversário de Dilma Rousseff são os percalços da economia brasileira. “Em 2013, se a economia se recuperar razoavelmente bem, isso reforça a candidatura de Dilma Rousseff”, salientou. Fleischer afirmou que, nos corredores de Brasília, apontam falatórios sobre o PSB querer desbancar o PMDB e que, aparentemente, o ex-presidente Lula estaria envolvido nas articulações. Para compensar, Lula articularia para o governo estadual de São Paulo alguém do PMDB. O problema, portanto, seria convencer setores petistas. Além do mais, segundo ele, será difícil o PMDB engolir esta articulação, ressaltando que a eleição para presidência do Congresso, que, segundo ele, deve consolidar a posição do PMDB nas duas Casas do Legislativo, reforçando seus laços com o PT para 2014.

Sobre a postulação de Eduardo Campos à Presidência, Fleischer classifica como “fraca”. Em sua opinião, a candidatura é apenas para demarcar posição com vistas à 2018 – fortalecendo as lideranças políticas do Nordeste. Assim, como seria o candidato da oposição. No caso, o senador Aécio Neves (PSDB).

INFLAÇÃO
Paulo Kramer, professor de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB), também acredita que o principal opositor à reeleição de Dilma Rousseff será o desempenho da economia brasileira. Para ele, deve ser observado alguns “sinais amarela”, por exemplo, a elevação da gasolina que, segundo ele, a economia interna está temerosa com a volta da inflação.

Com relações às articulações envolvendo PMDB e PSB, Kramer afirmou que, ao final, acontecerá acomodação entre os partidos, tendo em vista à reeleição da presidente Dilma. Segundo destacou, o PT reconhece a capilaridade do PMDB nas regiões, além do mais sabe que eles ainda fazem as eleições acontecerem. Já a candidatura de Eduardo Campos, conforme ele, seria não tanto para ganhar, mas para marcar posição com vistas a eleições futuras. Por outro lado, Campos é um aliado fiel do PT, desde o começo, o que, segundo avalia, neste momento, seria inviável uma candidatura. Mas, futuramente, abrem-se as portas para tal projeto pessoal. (Laura Raquel, da Redação)

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