Falta de sementes faz agricultores plantarem caroços

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Segundo Prefeitura de Quixadá, pouca quantidade de feijão e milho faz agricultores buscarem alternativas para o plantio. Problema na qualidade dos grãos fez Secretaria do Desenvolvimento Agrário adiar distribuição de feijão  Se quiserem plantar, agricultores de Quixadá, no Sertão Central, terão de encontrar outro meio de encontrar sementes que não através da distribuição Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) do Governo do Estado.  Sementes de milho e feijão, as culturas mais comuns do Ceará, distribuídas pela Secretaria, chegaram em fevereiro e desde então nunca mais houve nova remessa, segundo informa o subsecretário de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural do município, Rivaldo Leite.   Segundo ele, a quantidade também foi insuficiente. “Só deu para um dia”, diz. Cada agricultor teve direito a 10 quilos. “Eles poderiam ter distribuído menos por agricultor, por exemplo, só cinco quilos, porque mais gente se beneficiava. E, depois, quando chegasse mais, distribuía de novo”, opina.   Para muitos trabalhadores, a solução foi plantar o “caroço”. Diferente da semente oferecida pelo Estado, que atravessa processo de seleção e triagem no intuito de garantir a colheita, o caroço comum, comprado para consumo, é jogado no solo sem a certeza de que irá vingar.  Além disso, em comparação com as sementes, bem mais caroços são necessários para o mesmo terreno. Mesmo assim, alguns agricultores estão voltando a plantar depois das chuvas dos últimos dias. A paisagem, inclusive, apresenta sinais de melhora – com cenário da chamada seca verde.

Abastecimento

De acordo com o titular da SDA, Nelson Martins, a quantidade de milho repassada para os municípios este ano foi a mesma do ano passado – o que não representaria motivo para surpresas.  No caso do feijão, entretanto, houve problema com a qualidade da semente oferecida pela empresa contratada por processo licitatório. As sementes eram de baixo grau germinatório (30%), quando o exigido pela Secretaria é germinação de, no mínimo, 92%.  Com a recusa, o Ministério da Agricultura ofereceu 130 mil toneladas de milho e 60 mil outras de feijão que deverão ser distribuídas nos próximos meses. “O Estado investiu 18 milhões em sementes e mudas. Esperamos que o Município de Quixadá também faça a parte dele: compre também sementes para distribuir”, diz Nelson. (colaborou Carlos Mazza)

http://www.opovo.com.br

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