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Motoristas e cobradores paralisam trabalho por uma hora no Terminal do Siqueira

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Motoristas e cobradores de ônibus realizaram ato no Terminal do Siqueira na manhã desta terça-feira, 28. Durante uma hora, os trabalhadores paralisaram as atividades protestando contra a demissão em massa de funcionários da empresa São José, que opera linhas de ônibus em Fortaleza. Diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro), Flávio Braz considera a possibilidade de haver greve caso reclamações não sejam atendidas.

 

Um funcionário afirma que a empresa São José deu justificativas “banais” ao demitir trabalhadores por justa causa, sendo esse o motivo do ato, que teve início às 9 horas. Outro ponto colocado pela categoria é a segurança dentro dos coletivos da Capital. Segundo ele, é atribuído a cobradores e motoristas, responsabilidades indevidas. “Semana passada, um carro [ônibus] foi apedrejado depois que um funcionário tentou impedir que pulassem [a catraca]”. O servidor protesta que lidar com a situação coloca a vida dos profissionais em risco.

 

“A gente queria passar a realidade da situação para os companheiros. Vamos continuar com esses protestos para reverter esse quadro”, afirma Flávio Braz. Ele diz que o sindicato irá avaliar os efeitos do ato desta terça-feira e marcar data para próximas ações. “A categoria cedeu muito bem porque ela tá sofrendo com isso. Pouquíssimos passageiros não compreenderam (o ato)”, diz. O diretor coloca que a possibilidade de greve existe “se continuar dessa forma”, mas que, por enquanto, serão realizados apenas atos.

 

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) afirmou repudiar a ação de paralisação no terminal do Siqueira, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro), na manhã desta terça-feira (28).

 

“A ação do Sintro prejudica a população, em especial a parcela que tem o transporte coletivo como seu principal ou único meio de deslocamento, além de ferir a todos os preceitos legais. Há canais de diálogo e meios legais que podem ser utilizados, preservando o pleno atendimento à população”, afirma a nota.

 

A assessoria da empresa de transportes São José não foi encontrada pela reportagem.

 

O POVO Online

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