Proteína para quem precisa?

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As proteínas extraídas do soro do leite são, hoje, febre nas academias. Ainda que não existam contra-indicações para pessoas saudáveis, estudiosos alertam: antes, deve-se verificar a viabilidade da utilização dos suplementos.  A procura por mais qualidade de vida ou a perseguição pelo corpo perfeito tem alçado as proteínas ao posto de queridinhas das academias. A suplementação, antes indicada apenas para atletas, vem sendo consumida cada vez mais por praticantes de exercícios físicos sem pretensões competitivas ou até por pessoas sedentárias, em dietas de emagrecimento. Para além dos resultados milagrosos atribuídos às proteínas, boa parte dos simpatizantes do composto orgânico foca no maior rendimento nos treinos e na otimização dos resultados. Disponível em vários tipos no mercado, em pó ou cápsulas, elas são oferecidas com propósitos de se encaixar em diferentes objetivos e horários ao longo do dia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo diário de 0,8g de proteína para cada quilo de peso corporal. A dose é indicada para uma pessoa que faz pelo menos uma hora de exercícios físicos por dia, como caminhadas, três vezes por semana, e possui uma alimentação equilibrada. Segundo a nutricionista Handreza Miranda Gomes, não há qualquer necessidade da suplementação quando já se cumpre esse roteiro. “Podemos encontrar a proteína em carnes vermelhas, frango, peixes, ovos, leites e derivados em maior concentração”.  O professor de educação física do Laboratório de Força Aplicada ao Esporte e Saúde, da Universidade Federal do Ceará (UFC), José Vilar Neto, reforça a tese da nutricionista. Ele explica que as whey protein, como se popularizaram no mercado aquelas extraídas do soro de leite, mais utilizadas, deveriam ser consumidas apenas por quem exige do corpo um desempenho de atleta de média a alta performance. “Não há necessidade alguma de uma pessoa ‘normal’ que quer apenas manter a saúde consumir whey protein”, defende.  Segundo o professor Vilar, a grande adesão às proteínas, nos últimos anos, pode ser traduzida pela falta de hábito da maioria das pessoas de alimentar-se bem concomitante ao ritmo de vida que exige das pessoas mais e mais disposição. Esses indivíduos, esclarece Vilar, deparam-se com as deficiências do corpo, principalmente, quando passam a sentir fadigas costumeiras ou exercer atividades físicas. E é no ambiente das academias que mais se difunde o consumo dos suplementos para se combater o cansaço e dar mais ânimo para o treino a fim de se obter respostas mais rápidas de desempenho. “Por isso, usa-se mais. Em teoria, não se deveria precisar, mas não cumprimos essa teoria básica que é se alimentar corretamente. E, já que não há grandes problemas em se consumir essas proteínas, se você é saudável, então as pessoas aproveitam”, garante o educador.       O Ciência & Saúde deste domingo traz a discussão da necessidade real da ingestão a partir da opinião de estudiosos e de adeptos da suplementação proteica. Saiba quais os tipos principais e os possíveis riscos à saúde para quem os ingere sem orientação de um nutricionista. O POVO também ouviu diversos consumidores de perfis distintos, desde atletas até uma modelo que encontrou na proteína, aliada à malhação, um dos auxílios suplementares para conseguir o corpo desejado.

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