Após 31 dias, bancários do CE encerram a greve

Impacto
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Fortaleza, 12 de setembro de 2016. Funcionaria de serviÁos gerais retira cartazes de "Bancarios em Greve". - negocios - 07ne0888 - THIAGO GADELHA

Fortaleza, 12 de setembro de 2016. Funcionaria de serviÁos gerais retira cartazes de "Bancarios em Greve".  - negocios - 07ne0888  -  THIAGO GADELHA

 

 

Após 31 dias de paralisação, a greve dos bancários chegou ao fim no estado do Ceará. A definição foi estabelecida em assembleia realizada pela categoria na sede do Sindicato dos Bancários do Estado do Ceará (Seeb­CE), em Fortaleza na noite de ontem. A partir de hoje, as agências dos bancos públicos e privados estarão funcionando normalmente, segundo o Seeb­CE.

 

Em reunião com o Comando Nacional dos Bancários na noite da quarta­feira (5), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs um reajuste nominal de 8% nos salários e abono de R$ 3,5 mil. Trabalhadores do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste também receberam propostas específicas. Após quarta­feira, o Comando Nacional recomendou que a categoria, em assembleias locais realizadas ontem, aceitasse a proposta e decretasse o fim da paralisação.

 

Na assembleia realizada ontem em Fortaleza, os trabalhadores Caixa Econômica Federal foram os últimos a se decidir. A aceitação das propostas e o fim da greve veio da contabilização de cada um dos votos dos bancários presentes. Foram 161pelo encerramento da paralisação e 122 contra.

 

Propostas

 

Além do reajuste e do abono, a proposta acatada inclui reajuste de 10% no vale refeição e no auxílio creche­babá e 15% para o vale alimentação.

 

Ainda segundo a proposta da Fenaban acatada pelos bancários, em 2017 haverá a correção integral no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado, com aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas

 

Os grevistas reivindicavam reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando uma inflação acumulada de 9,31%. Além disso, os bancários queriam R$ 8.297,61 em participação nos lucros e resultados, além da fixação do piso salarial em R$ 3.940,24.

 

Transtornos

 

A greve no Ceará já causou muita “dor de cabeça” aos clientes bancários, que tiveram lidar com o comprometimento ou a suspensão de serviços como saques e pagamentos na boca do caixas das agências.

 

Diante da situação, agências do Centro de Fortaleza estiveram lotadas na última segundafeira (3), primeiro dia útil do mês. Os clientes, boa parte deles idosos, chegaram a esperar mais de duas horas em filas para realizar operações financeiras em caixas eletrônicos, como noticiou o Diário do Nordeste

 

No 31ª dia de paralisação no Estado, realizada ontem, estiveram fechadas 432 das 562 existentes. O número representa 77% do total no Ceará, segundo balanço do Seeb­CE.

 

Informações: Diário do Nordeste

 

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