Número de ambulantes no Centro cresce com a chegada do Natal

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Com a aproximação da época natalina, o Centro de Fortaleza ganha a presença de mais gente querendo comprar e vender. E toda sorte de produtos pode ser encontrada nas calçadas. Segundo a Secretaria Executiva Regional do Centro (Secerfor), atualmente, 1.451 vendedores têm permissão para comercializar no bairro. Mas, para quem transita pelas ruas e avenidas, é visível o inchaço no número de ambulantes.

Para Lúcia Lima, 39, o ritmo lento dos negócios é resultado de “poucos clientes para muitos vendedores, pois nessa época do ano aparece muito vendedor novo, desconhecido”. Edna Duarte, 41, vendedora ambulante do Centro há 20 anos, também reclama do inchaço. “Os cadastrados, geralmente, estão nas barracas. Os outros andam com os produtos. E isso atrapalha até a circulação. Mas, quando passar o período festivo, eles vão embora”, diz.

Segundo a Secerfor, para trabalhar no Centro, o vendedor deve possuir permissão da Prefeitura, “atendendo o que está disposto no Código de Obras e Posturas e no Decreto que rege o comércio ambulante”. “Fiscais efetivos e auxiliares atuam diariamente para coibir a utilização inadequada do espaço público”, diz o órgão. Quem for encontrado em situação irregular pode ter as mercadorias apreendidas, mas, segundo a pasta, não há “estatística sobre o número de material apreendido, uma vez que a apreensão só é realizada em casos extremos de utilização inadequada ou por reincidência”.

Ocupação

Para o presidente da Associação dos Empresários do Centro de Fortaleza (Ascefort), Maia Júnior, a presença indiscriminada de ambulantes atrapalha a mobilidade e também o comércio formal. “É uma concorrência desleal e predatória. Não existe disciplinamento. Em 2013, tudo leva a crer que teremos um dos piores fins de ano da história”, avalia o presidente.

O aumento também incomoda quem está no ramo há muito tempo. Um vendedor autônomo – que trabalha no Centro desde 1986 e não quis ser identificado – disse que o maior temor não é a concorrência, mas as consequências no ir e vir dos clientes. “Tem tanto vendedor e tanto produto, que fica difícil para as pessoas passarem entre as calçadas. É uma questão de bom senso e mobilidade”, fala.

Para outro vendedor, que também não quis ser identificado, está sendo desrespeitado o direito básico dos compradores caminharem.“Eu sei que todos precisam trabalhar, mas deve ter ordenamento. Não pode ser assim. Quem é cadastrado na Prefeitura se sente prejudicado com essa aglomeração, com essa bagunça”.

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